Corredores da cocaína

Mudanças nas rotas do tráfico da América Latina e do Caribe para a Europa

As rotas do tráfico de cocaína estão em constante transformação, à medida que grupos criminosos se adaptam à geografia, à pressão das forças de segurança e a novas oportunidades. Na América Latina e no Caribe, essas mudanças estão criando e remodelando corredores que conectam as regiões produtoras aos mercados da França e de outros países europeus.

Corredores da cocaína reúne pesquisas da GI-TOC sobre essas dinâmicas por meio de relatórios, webinars e seis estudos de caso. Juntos, eles analisam como as rotas do tráfico evoluem, os atores envolvidos e as conexões regionais que moldam o comércio de cocaína.

Participe da conversa.

RELATÓRIO

Amazônia brasileira: novos corredores do tráfico e expansão do controle criminal

A Amazônia brasileira tornou-se um corredor cada vez mais importante para o transporte de cocaína das regiões produtoras da América Latina para os mercados europeus. Nos últimos 15 anos, as rotas se expandiram e se diversificaram, acompanhadas pela presença crescente de grandes grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Este relatório analisa como os fluxos de cocaína estão sendo redirecionados pela Amazônia, com o Amapá emergindo como um importante polo de exportação ao lado das rotas consolidadas por Belém. Os traficantes também estão diversificando seus métodos, utilizando embarcações pesqueiras, submersíveis, lanchas blindadas, contêineres, pequenos aviões e pistas clandestinas de pouso.

A expansão do tráfico de cocaína está cada vez mais conectada a outras economias ilícitas, sobretudo à mineração ilegal de ouro. Grupos criminosos reinvestem os lucros do tráfico em ouro e utilizam a infraestrutura e as redes da mineração para apoiar suas operações. O relatório examina essas convergências e propõe medidas para ampliar a cooperação transfronteiriça, reforçar a fiscalização nos pontos de exportação e investigar as conexões entre cocaína e ouro.

Principais conclusões

  • A Amazônia brasileira está se tornando um corredor cada vez mais importante entre as regiões produtoras da América Latina e os mercados europeus.
  • O Amapá, especialmente Macapá e Santana, está emergindo como um importante polo de tráfico e exportação, enquanto Belém continua sendo um importante ponto de saída.
  • O CV ampliou sua influência na Amazônia e desempenha um papel crescente nas exportações de cocaína pelo Amapá.
  • Os traficantes estão diversificando tanto as rotas quanto os métodos de transporte.
  • O tráfico de cocaína está cada vez mais conectado à mineração ilegal de ouro e a outras economias ilícitas.
  • É necessário ampliar a cooperação transfronteiriça, reforçar a fiscalização nos pontos de exportação e investigar a convergência entre cocaína e ouro.

SÉRIE DE WEBINÁRIOS

Corredores da cocaína (Parte I):
Novas dinâmicas pela Amazônia e pelo Caribe

Assista ao primeiro webinar de Corredores da cocaína e explore como as rotas do tráfico de cocaína estão mudando na Amazônia e no Caribe.

A conversa acompanha as rotas desde os Andes, passando pela Amazônia, até a costa do Caribe, e suas conexões com a Europa.

ESTUDIOS DE CASO

Tráfico de cocaína para a França

Explore seis estudos de caso que acompanham as rotas da cocaína pela América Latina, pelo Caribe, pela África e pelo sul da Europa. Da Colômbia e da Amazônia aos territórios ultramarinos franceses, ao Sahel e ao Mediterrâneo, eles mostram como as rotas e as redes criminosas se adaptam à medida que a cocaína segue em direção à França e à Europa.

Em breve em Corredores da cocaína:

Os próximos relatórios examinarão o tráfico de cocaína na Colômbia, nas Pequenas Antilhas, no Suriname e na Guiana Francesa, assim como na França, acompanhando a evolução das rotas e de suas conexões com a Europa.

Sobre a GI-TOC

A Global Initiative Against Transnational Organized Crime (GI-TOC) é uma rede de profissionais que atuam na linha de frente do combate às economias ilícitas e aos atores criminosos. Por meio de uma rede global de observatórios da sociedade civil sobre economias ilícitas, monitoramos tendências em constante evolução, contribuímos para a construção de evidências que orientem políticas públicas, disseminamos o conhecimento especializado de nossa rede e promovemos respostas multissetoriais e abrangentes a diferentes formas de criminalidade. Por meio do Fundo de Resiliência da GI-TOC, apoiamos ativistas comunitários e organizações não governamentais locais que trabalham em contextos onde a governança criminal compromete gravemente a segurança e as oportunidades de vida das pessoas.

Este projeto foi desenvolvido pelo Observatório do Caribe, pelo Observatório do Crime Organizado na Europa e pelo Observatório de Economias Ilícitas na Bacia Amazônica da Global Initiative Against Transnational Organized Crime (GI-TOC). Como parte da análise mais ampla da GI-TOC sobre o tráfico transatlântico de drogas, o projeto foi financiado pela MILDECA, a Missão Interministerial de Combate às Drogas e aos Comportamentos de Dependência do governo francês, sob a autoridade do primeiro-ministro.